terça-feira, 23 de março de 2010

Elis

Morro Velho
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No sertão da minha terra
Fazenda é o camarada que ao chão se deu
Fez a obrigação com força
Parece até que tudo aquilo ali é seu
Só poder sentar no morro
E ver tudo verdinho, lindo a crescer
Orgulhoso camarada de viola em vez de enxada
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Filho de branco e do preto
Correndo pela estrada atrás de passarinho
Pela plantação adentro
Crescendo os dois meninos, sempre pequeninos
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Peixe bom dá no riacho
De água tão limpinha, dá pro fundo ver
Orgulhos camarada conta histórias pra moçada
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Filho do sinhô vai embora
É tempo e estudo na cidade grande
Parte, tem olhos tristes
Deixando o companheiro na estação distante
"Não me esqueça amigo, eu vou voltar"
Some longe o trenzinho ao deus-dará
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Quando volta já é outro
Trouxe até sinhá-mocinha para apresentar
Linda como a luz da lua
Que em lugar nenhum rebrilha como lá
Já tem nome de doutor
E agora na fazenda é quem vai mandar
Seu velho camarada já não brinca, mas trabalha
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Composição: Milton Nascimento
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Só por que eu amo ela, até foi aniversario dela e eu nem fiz nenhum poste, e o meu blog só faz sentido com ela... na verdade sem ela muita coisa não teria sentido... mas enfim.
Nada será como antes...
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