segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sylvia Telles

Sylvia Telles
(Rio de Janeiro 27 / agosto / 1934 - Maricá 17 / dezembro / 1966)
também conhecida como Sylvinha Telles
Cantora Brasileira e uma das intérpretes dos primórdios da bossa nova.
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Segundo matéria publicada em O Globo e assinada por João Máximo:
"Sylvinha foi uma das melhores intérpretes da moderna música Brasileira, entendendo-se como tal a que vai de Ponto final - com Dick Farney e Amargura, com Lúcio Alves, até as canções que Tom e Vinicius fizeram depois de Orfeu da Conceição".
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Em 1954, Billy Blanco, amigo da família, notou o dom de Sylvinha e apresentou-a a amigos músicos. Nas reuniões que eles faziam, pôde conhecer os grandes nomes do rádio da época, tais como Aníbal Augusto Sardinha, (o Garoto), que a ajudou a encontrar trabalho em boates para o início de sua carreira profissional. Nessa época, conheceu seu primeiro namorado, o cantor e violonista João Gilberto, amigo de seu irmão mais velho, Mário Telles, que também foi músico; o relacionamento acabou porque a família Telles não gostava do jovem.
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Sylvinha e o músico José Cândido de Mello, (o Candinho) casaram-se e tiveram uma filha, Cláudia Telles. Em 1956, ela e seu marido apresentaram pela TV Rio o programa Música e romance, recebendo como convidados Tom Jobim, Dolores Duran, Johnny Alf e Billy Blanco. Contudo, o casal logo se separou.
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Em 1958, o local de encontro dos músicos passou a ser o apartamento de Nara Leão. Ronaldo Bôscoli, que frequentava as reuniões, atuava como produtor musical do grupo. Sylvia Telles, que já era um nome conhecido, foi então chamada para participar de um espetáculo no Grupo Universitário Hebraico, juntamente com Carlos Lyra, Roberto Menescal, entre outros.
Foi neste show, "Carlos Lyra, Sylvia Telles e os seus Bossa nova", que teria surgido pela primeira vez a expressão que daria nome ao movimento musical da Bossa Nova
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Gravou inúmeros discos com os compositores da época e algumas de suas interpretações são clássicas e consideradas referências para cantores e cantoras que vieram após ela. Entre os discos de Sylvia, está o 78 rpm com os registros de “Menina” (Carlos Lyra) e “Foi a noite” (Tom Jobim e Newton Mendonça). O trabalho é considerado um dos precursores da Bossa Nova
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Sylvia Telles - Silvia (1958)
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01 - Cala, Meu Amor (Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
02 - E Preciso Dizer Adeus (Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
03 - Mágoa (Marino Pinto - Tom Jobim)
04 - Caminhos Cruzados (Newton Mendonça - Tom Jobim)
05 - Amargura (Alberto Ribeiro - Radamés Gnattali)
06 - Segredo (Fernando Cesar)
07 - Quero-te Assim (Tito Madi)
08 - Nesse Mesmo Lugar (Armando Cavalcanti - Klécius Caldas)
09 - Estrada do Sol (Dolores Duran - Tom Jobim)
10 - Aula de Matematica (Marino Pinto - Tom Jobim)
11 - Suas Maos (Pernambuco - Antônio Maria)
12 - Bom Dia Tristeza (Adoniran Barbosa - Vinicius de Moraes)
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Encarte revista Bravo, nº 131, julho de 2008.

*Sylvia Telles e Nara Leão foram as grandes musas da Bossa Nova

Sylvinha Telles chegou a fazer turnês em outros países, como Estados Unidos, Suíça, França e Alemanha.

Aos trinta e dois anos de idade, Sylvia Telles morreu em um acidente de automóvel na rodovia Amaral Peixoto, no município de Maricá, em companhia de seu namorado Horacinho de Carvalho.
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