sexta-feira, 28 de outubro de 2011

De Vinicius e Baden


De Vinicius e Baden
especialmente para Ciro Monteiro

Baixe Aqui (MegaUpload)

01 Para Fazer Um Bom Café
02 Linda Bahiana
03 Deixa
04 Amei Tanto
05 Astronauta
06 Garota Porodongons
07 Formosa
08 Alô João
09 Toma Meu Coração
10 Tempo Feliz

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Homens contra o machismo




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Se están preparando en el mundo, diversos actos para poner en evidencia esta lacra que afecta a todas las culturas del mundo, que hace víctimas de las mujeres y de los hombres verdugos. Uno de los primeiros actos tendrá lugar en Sevilla. El Foro de Hombres por la Igualdad se asocia a la comemoración del Día Internacional contra la Violencia Machista, a través de una manifestación de Hombres contra la violencia machista.

Bajo el tema "Planta cara a la violencia, ponle cara a la igualdad", hombres y mujeres desfilarán alertando para que el terror de la violencia de género tenga fin.

Hace cinco años, una entrevista de Saramago inspiró la primera manifestación de hombres contra la violencia machista. Cinco años después los argumentos mantienen toda la fuerza y vigencia. Saramago volverá a marchar.

link para

Fundação José Saramago

Foro de Hombres por la Igualdad

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Morte e Vida Severina


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Morte e Vida Severina em Desenho Animado é uma versão audiovisual da obra prima de João Cabral de Melo Neto, adaptada para os quadrinhos pelo cartunista Miguel Falcão. Preservando o texto original, a animação 3D dá vida e movimento aos personagens deste auto de natal pernambucano, publicado originalmente em 1956.

Em preto e branco, fiel à aspereza do texto e aos traços dos quadrinhos, a animação narra a dura caminhada de Severino, um retirante nordestino, que migra do sertão para o litoral pernambucano em busca de uma vida melhor.

(fonte: TV Escola)


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Morte e vida severina

No disco Morte e Vida Severina, de 1966, Chico Buarque musicou a obra "Morte e vida Severina"
de João Cabral de Melo Neto.

( Baixe Aqui )

"De Sua Formosura"
"Severino / O Rio"
"Notícias do Alto Sertão"
"Mulher na Janela"
"Homens de Pedra"
"Todo o Céu e a Terra"
"Encontro com o Canavial"
"Funeral de um Lavrador"
"Chegada ao Recife"
"As Ciganas"
"Despedida do Agreste"
"O Outro Recife"
"Fala do Mestre Carpina"

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Fala do Mestre Carpina

- Severino retirante,
Deixe agora que lhe diga:
Eu não sei bem a resposta
Da pergunta que fazia,
Se não vale mais saltar
Fora da ponte e da vida;
Nem conheço essa resposta,
Se quer mesmo que lhe diga;
É difícil defender,
Só com palavras, a vida,
Ainda mais quando ela é
Esta que vê, severina;
Mas se responder não pude
À pergunta que fazia,
Ela, a vida, a respondeu
Com sua presença viva.

E não há melhor rsposta
Que o espetáculo da vida:
Vê-la desfiar seu fio,
Que também se chama vida,
Ver a fábrica que ela mesma,
Teimosamente, se fabrica,
Vê-la brotar como há pouco
Em nova vida explodida;
Mesmo quando é assim pequena
A explosão, como a ocorrida;
Mesmo quando é uma explosão
Como a de há pouco, franzina;
Mesmo quando é a explosão
De uma vida severina.

{João Cabral de Melo Neto}

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Missa dos Quilombos


Milton Nascimento, Pedro Casaldáliga e Pedro Tierra

Missa dos Quilombos

Arranjo e Regência: Milton Nascimento

(Baixe Aqui)

O disco contem Cânticos entoados na Missa dos Quilombos que aconteceu no dia 22 de novembro de 1981, na Praça do Carmo em Recife, local exato onde a cabeça do líder Negro Zumbi foi exposta no ano de 1695.

LOUVAÇÃO A MARIAMA



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X. LOUVAÇÃO A MARIAMA

(Coro — Cantado)

— Mariama lya, lya, ô, Mãe do Bom Senhor!

Maria Mulata, Maria daquela colônia favela, que foi Nazaré.

Morena formosa, Mater dolorosa, Sinhá vitoriosa, Rosário dos pretos mistérios da Fé.

Mãe do Santo, Santa, Comadre de tantas, liberta mulhé.

Pobre do Presépio, Forte do Calvário, Saravá da Páscoa de Ressurreição, Roseira e corrente do nosso Rosário, Fiel Companheira da Libertação.

Por teu Ventre Livre, que é o verdadeiro, pois nos gera livres no Libertador, acalanta o Povo que está em cativeiro, Mucama Senhora e Mãe do Senhor.

— Mariama lya, lya, ô, Mãe do Bom Senhor!

Canta sobre o Morro tua Profecia que derruba os ricos e os grandes, Maria.

Ergue os submetidos, marca os renegados, samba na alegria dos pés congregados.

Encoraja os gritos, acende os olhares, ajunta os escravos em novos Palmares.

Desce novamente ás redes da vida do teu Povo Negro, Negra Aparecida!!!

Xl. MARCHA FINAL

(Música de Banzo e de Esperança)

— Banzo da Terra que será nossa, banzo de todos na Liberdade, banzo da vida que vai ser outra, banzo do Reino, maior saudade em luta do Amanhã, vontade da Aruanda que uni dia virá! Saudade da Terra e dos Céus, o banzo do Homem, saudade de Deus.

(Recitado)

Trancados na Noite Milênios afora forçamos agora, as portas do Dia. Faremos um Povo de igual Rebeldia. Faremos uni Povo de bantus iguais.

Faremos de todos os lares fraternas senzalas sem mais. Faremos a Negra Utopia do novo PALMARES na só Casa Grande dos filhos do Pai.

Os Negros da África

os afros da América

os Negros do Mundo,

na Aliança com todos os Pobres da Terra.

Seremos o Povo dos Povos:

Povo resgatado, Povo aquilombado, livre de senhores, de ninguém escravo, senhores de nós, irmãos de senhores, filhos do Senhor!

(Recitado)

Sendo Negro o Negro, sendo índio o índio, sendo cada um como nos tem feito a mão de Olorum.

"— Meus cúmplices são os Negros de todas as raças!"

Seremos Zumbis, construtores dos novos QUILOMBOS queridos.

"Meus cúmplices são os Negros de todas as raças!"

"Meus cúmplices são os Negros de todas as raças!"

"Meus cúmplices são os Negros de todas as raças!"

(...)


sábado, 1 de outubro de 2011

Missa dos Quilombos - Ofertório



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V. OFERTÓRIO

(Recitado)

Na cuia das mãos trazemos o vinho e o pão, a luta e a fé dos irmãos, que o Corpo e o Sangue do Cristo serão.

(Recitado)

O ouro do Milho e não o dos Templos, o sangue da Cana e não os Engenhos, o pranto do Vinho no sangue dos Negros, O Pão da Partilha dos Pobres Libertos.

(Recitado)

Trazemos no corpo o mel do suor trazemos nos olhos a dança da vida, trazemos na luta, a morte vencida. No peito marcado trazemos o Amor. Na Páscoa do Filho a Páscoa dos filhos recebe, Senhor.

(Solo — Cantado)

Trazemos nos olhos, as águas dos rios, o brilho dos peixes, a sombra da mata, o orvalho da noite, o espanto da caçá, a dança dos ventos, a lua de prata, trazemos nos olhos o mundo, Senhor!

(Recitado)

Na palma das mãos trazemos o milho, a cana cortada, o branco algodão, o fumo-resgate, a pinga-refúgio, da carne da terra moldamos os potes que guardam a água, a flor de alecrim, no cheiro de incenso, erguemos o fruto do nosso trabalho, Senhor! Olorum!

(Solo — Cantado)

O som do atabaque marcando a cadência dos negros batuques nas noites imensas da África negra, da negra Bahia, das Minas Gerais, os surdos lamentos, calados tormentos, acolhe Olorum!

(Recitado)

— Com a força dos braços lavramos a terra cortamos a cana, amarga douçura na mesa dos brancos.

— Com a força dos braços cavamos a terra colhemos o ouro que hoje recobre a igreja dos brancos.

— Com a força dos braços plantamos na terra, o negro café, perene alimento do lucro dos brancos.

— Com a força dos braços, o grito entre os dentes, a alma em pedaços, erguemos impérios, fizemos a América dos filhos dos brancos!

(Coro — Cantado)

A brasa dos ferros lavrou-nos na pele, lavrou-nos na alma, caminhos de cruz.

Recusa Olorum o grito, as correntes e a voz do feitor, recebe o lamento, acolhe a revolta dos negros, Senhor!

(Recitado)

— Trazemos no peito os santos rosários, rosários de penas rosários de fé, na vida liberta, na paz dos quilombos de negros e brancos vermelhos no sangue. A Nova Aruanda dos filhos do Povo acolhe, Olorum!

(Recitado)

Recebe, Senhor a cabeça cortada do Negro Zumbi, guerreiro do Povo, irmão dos rebeldes nascidos aqui, do fundo das veias, do fundo da raça, o pranto dos negros, acolhe, Senhor!

(Coro — Cantado)

Os pés tolerados na roda de samba, o corpo domado nos ternos do congo, inventam na sombra a nova cadência, rompendo cadeias, forçando caminhos, ensaiam libertos a marcha do Povo, a festa dos negros, acolhe, Olorum!

(Estribilho)