terça-feira, 27 de abril de 2010

Conjunto Época de Ouro

Olha só que coisa mais linda esse disco do Conjunto Época de Ouro, conjunto esse que reuni grandes mestres da nossa música popular,
são eles...
Dino 7 Cordas (violão 7 cordas)
César Faria (pai do nosso querido Paulinho da Viola),
e Damásio (violão),
Jonas (cavaquinho), Deo Rian (bandolim)
Jorginho do Pandeiro (pandeiro),
do Chorinho que é lindo, as músicas do Pixinguinha e do Lacerda são maravilhosas e quem as interpreta são músicos de extrema competência e sensibilidade.
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Link
Conjunto Época de Ouro
Interpreta
Pixinguinha e Benedito Lacerda (1977)
(Baixe Aqui) MegaUpload
link renovado 17/12/11
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01 - Flauta e Pandeiro (Oduvaldo Lacerda)
02 - Naquele Tempo (Pixinguinha / Benedito Lacerda)
03 - Sensível (Pixinguinha)
04 - Sofres Porque Queres (Pixinguinha / Benedito Lacerda)
05 - Os Oito Batutas (Benedito Lacerda / Pixinguinha)
06 - O Rasga (Pixinguinha)
07 - Um a Zero (Pixinguinha / Benedito Lacerda)
08 - Seresteiro (Benedito Lacerda / Pixinguinha)
09 - Boneca (Benedito Lacerda / Aldo Cabral)
10 - Doidinho (Benedito Lacerda)
11 - Vasconcelos Em Apuros (Pixinguinha)
12 - Dominante (Pixinguinha)
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Conjunto Época de Ouro
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Dino 7 Cordas (violao 7 cordas)
César Faria, Damasio (violao)
Jonas (cavaquinho)
Deo Rian (bandolim)
Jorginho do Pandeiro (pandeiro)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Um senhor muito fino de fios brancos...

Paulo César Batista de Faria
Paulinho da Viola
(Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1942)
Cantor, compositor e violonista Brasileiro
filho do violonista César Faria
(do conjunto de choro Época de Ouro)
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No início de carreira Paulinho foi parceiro de nomes ilustres do Samba carioca, como Cartola, Elton Medeiros e Candeia, entre outros. Destaca-se como cantor e compositor de Samba, mas também compõe choros e é tido como um dos mais talentosos representantes da
Música Popular Brasileira
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Paulinho da Viola
Foi um rio que passou em minha vida (1970)
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1 - Para não contrariar você (Paulinho da Viola)
2 - O meu pecado (Zé Keti)
3 - Estou marcado (Paulinho da Viola)
4 - Lamentação (Mauro Duarte)
5 - Mesmo sem alegria (Paulinho da Viola)
6 - Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho da Viola)
7 - Tudo se transformou (Paulinho da Viola)
8 - Nada de novo (Paulinho da Viola)
9 - Jurar com lágrimas (Paulinho da Viola)
10 - Papo furado (Paulinho da Viola)
11 - Não quero você assim (Paulinho da Viola)
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(1978) Baixe Aqui

1 - Sentimento perdido (Élton Medeiros - Paulinho da Viola)
2 - Atravessou (Paulinho da Viola)
3 - Mudei de opinião (Casquinha - Bubú da Portela)
4 - Coração leviano (Paulinho da Viola)
5 - Sofrer (Paulinho da Viola - Capinan)
6 - Uma história diferente (Paulinho da Viola)
7 - Cenários (Catoni - Jorge Mexeu)
8 - Pelos vinte (Paulinho da Viola - Sergio Natureza)
9 - Apoteose ao Samba (Silas de Oliveira - Mano Décio da Viola)
10 - Sarau para Radamés (Paulinho da Viola)
11 - Nos horizontes do mundo (Paulinho da Viola)
12 - Miudinho (Tradicional - Adaptação: Bucy Moreira - Raul Marques - Monarco)
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O trabalho de Paulinho hoje é visto como um elo entre diversas tradições populares como o samba, o carnaval e o choro, além de suas incursões em composições para violão e peças de vanguarda. Um dos maiores representantes do samba e herdeiro do legado de músicos como Cartola, Candeia e Nelson Cavaquinho mostra que está sempre se renovando e produzindo sem abandonar seus princípios e valores estéticos.
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A música de Paulinho da Viola representa um universo particular dentro da cultura Brasileira. Experimentá-la é reconhecer que a identidade cultural Brasileira não é única, há sempre algo mais. (fonte: Site oficial)
logo mais...

domingo, 25 de abril de 2010

A rainha do choro

Ademilde Fonseca Delfino
(Pirituba, São Gonçalo do Amarante, 4 de março de 1921)
Uma cantora Brasileira
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"Rainha do choro"
Trabalhou por mais de dez anos na TV Tupi e seus discos renderam mais de meio milhão de cópias. Além de fazer sucesso em terras nacionais, regravou grandes sucessos internacionais e se apresentou em outros países. Atualmente ainda faz shows.
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Natural do Rio Grande de Norte, foi para o Rio de Janeiro em 1941, acompanhada do marido o músico Naldimar Gedeão Delfim. Trabalhou em rádio e cantou em programas de calouros até obter sucesso com sua interpretação de "Tico-tico no Fubá" ao lado do regional de Benedito Lacerda. Com essa música gravou seu primeiro disco, em 1942, pela Columbia. Sua fama como cantora de choros aumentou e Ademilde passou a ser procurada pelos compositores para gravar suas músicas. Ficou conhecida como a Rainha do Chorinho. Depois de contratada pela Rádio Tupi, em 1944, foi acompanhada pelos grupos de Claudionor Cruz, Garoto, Waldir Azevedo, Severino Araújo, Canhoto, Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Radamés Gnattali e maestro Chiquinho. Teve enorme sucesso com a gravação de outro choro clássico, "Brasileirinho", de Waldir Azevedo, em 1950.
Em 1967 participou do II Festival Internacional da Canção, cantando "Fala Baixinho", de Pixinguinha e Hermínio Bello de Carvalho. (fonte: Cliquemusic)

Ademilde Fonseca - Choros Famosos (1960)
Baixe Aqui

01 - Tico-tico no fubá (Eurico Barreiros / Zequinha de Abreu)
02 - Sonhando (K-Ximbinho)
03 - Dinorah (B.Lacerda / Viuva Cacilda L. Porto)
04 - Apanhei-te cavaquinho (B.Lacerda / D.Oliveira / Ernesto Nazareth)
05 - Pedacinhos do céu (Miguel Lima / Waldir Azevedo)
06 - Sonoroso (Del Loro / K-Ximbinho)
07 - Flor do abacate (Felippe Tedesco / Álvaro Sandim)
08 - O que vier eu traço (Zé Maria / Alvaiade)
09 - Comigo é assim (José Menezes / Luiz Bittencourt)
10 - Carinhoso (Pixinguinha / João de Barro)
11 - Doce melodia (Abel Ferreira / Luiz Antônio)
12 - Delicado (Ary Vieira / Waldir Azevedo)
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Ademilde Fonseca - A La Miranda (1958)

01 - Camisa Listada (Assis Valente)
02 - O Tic-tac do Meu Coração (Alcir Romero / Walfrido Silva)
03 - Diz Que Tem (Haníbal Cruz / Vicente Paiva)
04 - Polichinelo (Almanir Grego / Osvaldo Chaves Ribeiro)
05 - Uva de Caminhão (Assis Valente)
06 - Disso É Que Eu Gosto (Vicente Paiva / Luis Peixoto)
07 - Recenseamento (Assis Valente)
08 - Coração (Sinval Silva)
09 - E o Mundo Não Se Acabou (Assis Valente)
10 - Me Dá Me Dá (Cícero Nunes / Portello Juno)
11 - Roseira Branca (Gadé / Walfrido Silva)
12 - Cachorro Vira-lata (Alberto Ribeiro)
13 - Adeus Batucada (Sinval Silva)
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Estes são apenas dois de uma discografia com mais de 60 discos gravados,
confiram seus últimos trabalhos...
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1977 - A Rainha Ademilde & seus chorões maravilhosos
1997 - A Rainha do Choro
1998 - Ademilde Fonseca - Vol. 2
2000 - As Eternas Cantoras do Rádio - Carmélia Alves, Violeta Cavalcanti, Ademilde Fonseca e Ellen de Lima 2000 - A Música Brasileira deste século por seus autores e intérpretes - Ademilde Fonseca
2000 - Vê se gostas -
Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e Ademilde Fonseca
2000 - Chorinhos e Chorões - Vol. 2
2000 - Ademilde Fonseca - 20 Selecionadas
2001 - Café Brasil Conjunto Época de Ouro, Paulinho da Viola, Ademilde Fonseca e outros

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Paulinho da Viola

Paulinho da Viola - Memórias Chorando (1976)
Baixe Aqui

1 - Cinco companheiros (Pixinguinha)
2 - Chorando (Ary Barroso)
3 - Cuidado colega (Benedito Lacerda - Pixinguinha)
4 - Romanceando (Paulinho da Viola)
5 - Cochichando (Pixinguinha - Alberto Ribeiro - João de Barro)
6 - Rosinha essa menina (Paulinho da Viola)
7 - Oração de Outono (Paulinho da Viola)
8 - Beliscando (Paulinho da Viola)
9 - Segura ele (Pixinguinha - Benedito Lacerda)
10 - Choro de memórias (Paulinho da Viola)
11 - Inesquecível (Paulinho da Viola)

Brasil, Flauta, Cavaquinho e Violão

Brasil, Flauta, Cavaquinho e Violão (1973)
Baixe Aqui

1 - Carinhoso (Pixinguinha)
2 - Flamengo (Bonfiglio e Oliveira)
3 - Gosto que me enrosco (Sinhô)
4 - Brasileirinho (Waldir Azevedo)
5 - Camundongo (Waldir Azevedo - Risadinha do Pandeiro)
6 - Bem-te-vi atrevido (Lina Pesce)
7 - Primeiro estudo (Benedito Costa)
8 - Apanhei-te cavaquinho (Ernesto Nazaré)
9 - Chiquita (Waldir Azevedo)
10 - Tico-tico no fubá (Zequinha de Abreu)
11 - Brejeiro (Ernesto Nazaré)
12 - André de sapato novo (André Victor Corrêa)
13 - Flor do mal (Anacleto de Medeiros)
14 - Lamento (Pixinguinha)

Nosso querido Pixinguinha

Encontrei umas curiosidades a respeito do nosso querido Pixinguinha, o sujeito não era só um gênio da nossa música mas também uma graça de pessoa, confiram...
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(O enfarte)
De repente, Dona Betty precisou ser internada no Hospital do Iaserj. Pixinguinha não absorveu o choque, enfartou e acabou socorrido no mesmo hospital. Com medo que o estado de sua mulher piorasse, combinou com o filho (Alfredinho) não contar o enfarte a ela. Todos os dias, no horário de visita, Pixinguinha deixava o leito, vestia o terno e o chapéu, e, acompanhado do filho, ia ver a esposa levando-lhe um buquê de flores. Depois, voltava para o próprio quarto de doente, na cardiologia, e prosseguia com o tratamento.
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(Ladrões das antiga)
Altas horas da noite, voltando de uma apresentação, Pixinguinha foi cercado por três assaltantes. Depois de entregar o dinheiro e explicar que carregava a sua flauta no estojo, ele foi reconhecido pelos criminosos, que, com um pedido de desculpas, devolveram-lhe o dinheiro. Fizeram mais: decidiram escoltá-lo até sua casa. No caminho, porém, o grupo parou numa birosca que abria as portas muito cedo, ainda de madrugada. O inusitado encontro acabou em muito samba e cachaça, por conta – imagina - do cachê que o músico havia recebido anteriormente na noite.
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(Bodas de prata)
Em 1952, na igreja São Geraldo, por ocasião das bodas de prata de Betty e Pixinguinha, quando tudo estava pronto para o início da missa, espalhou-se o comentário de que a organista faltara. Mas a situação foi rapidamente resolvida: o filho, Alfredinho, tomou o lugar ao lado da mãe e Pixinguinha apossou-se do coro, assumindo o órgão e presenteando a todos com inspiradas improvisações ao instrumento durante o transcorrer da celebração.
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(Decreto e quitação)
Em 1956, Negrão de Lima, prefeito do antigo Distrito Federal, no Rio de Janeiro, publicou decreto concedendo a Pixinguinha o seu nome à rua onde o querido músico morava, número 23. No entanto, a casa só passou a lhe pertencer três ano depois, quando da quitação da última prestação paga pelo imóvel. Houve festa, destacando-se a colocação de uma placa comemorativa na entrada da casa. Lá pelas tantas, a placa sumiu. Havia sido roubada pelos cronistas e escritores Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta) e Lúcio Rangel, amigos e admiradores de Pixinguinha.
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(Os amigos e a modéstia)
No bar Gouveia, no Centro do Rio, onde mantinha mesa, cadeira e copo cativos, Pixinguinha reunia-se, todo fim de tarde, com os velhos amigos e colegas Donga e João da Bahiana. Donga e João explicavam tão fiel relacionamento, afirmando: "O que eles disserem é o que eu tenho a dizer. Somos um trio". E Pixinguinha recordava o seu tempo de moço ao falar de si mesmo e dos amigos: "Nós somos um poema”. Perguntado se era um indivíduo modesto, respondia: “Se sou modesto não sei. Não tenho pretensão. Na verdade, não quero nada. Quero paz. Pronto."
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(Bexiguento e fadista de profissão)
O escritor Mário de Andrade procurou Pixinguinha, em 1926, explicando que estava recolhendo material para um livro, "Macunaíma, o herói sem nenhum caráter", que pretendia publicar. Pediu um depoimento a Pixinguinha, que relatou em detalhes as rituais do candomblé da Tia Ciata, célebre pelas famosas sessões onde eram cultuados orixás africanos. Em retribuição, procurando homenageá-lo, Mário fez de Pixinguinha um de seus personagens na obra, inserido na famosa cena de macumba descrita no livro pelo autor paulista. Pixinguinha figura como "um negrão filho de Ogum, bexiguento e fadista de profissão".

Feliz aniversario Pixinguinha!

23 de abril aniversário do nosso querido Pixinguinha
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por isso se comemora em todo o Brasil o
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Dia Nacional do Choro...
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Depois eu volto pra contar mais a respeito, ai eu passo de hoje até domingo postando, só Chorinho, até mais!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Clara Nunes

Clara Francisca Gonçalves
Pinheiro
(Caetanópolis, 12 de agosto de 1943)
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Cantora Brasileira, considerada uma das maiores intérpretes do país. Pesquisadora da música popular Brasileira, de seus ritmos e de seu folclore, Clara também viajou várias vezes para a África, representando o Brasil. Conhecedora das danças e das tradições Afro-Brasileiras, ela se converteu à Umbanda. Clara Nunes seria uma das cantoras que mais gravaria canções dos compositores da Portela. Também foi a primeira cantora Brasileira a vender mais de 100 mil cópias, derrubando um tabu segundo o qual mulheres não vendiam disco.
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Segundo as suas próprias palavras, cresceu ouvindo Carmem Costa, Ângela Maria e, principalmente, Elizeth Cardoso e Dalva de Oliveira.
Mudou o nome para Clara Nunes, (usando o sobrenome da mãe), por influência do produtor musical Cid Carvalho.
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Clara Nunes - Guerreira (1978)
Baixe Aqui

1 - Guerreira (João Nogueira - Paulo César Pinheiro)
2 - Mente (Eduardo Gudin - Paulo Vanzolini)
3 - Candongueiro (Wilson Moreira - Nei Lopes)
4 - Outro recado (Candeia - Casquinha)
5 - Zambelê (Catoni - Rosa Maria Silva)
6 -Quem me ouvir cantar (Aniceto da Portela)
7 - Jogo de Angola (Mauro Duarte - Paulo César Pinheiro)
8 - Ninguém (Paulo César Pinheiro)
9 - Moeda (Romildo - Toninho Nascimento)
10 - Amor desfeito (Gisa Nogueira)
11 - O Bem e o Mal (Nelson Cavaquinho - Guilherme de Brito)
12 - Tu que me deste o teu cuidado (Capiba - Manuel Bandeira)
Poema de Manuel Bandeira

quarta-feira, 21 de abril de 2010

dica de blog


«Uso a palavra como quem a veste; desnuda-se de vestes; traduz-se; simplifica-se. Sempre pelo avesso para sentir o lado de dentro. E sempre sob a pele, para nunca tatear o que não toque um sentimento» [Katyuscia Carvalho]
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dona do blog...
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Procuro sempre espalhar os blogs que gosto, faço isso nas bordas do meu espaço e nos postes que as vezes dedico, mas ainda sim penso não ser suficiente e aproveitando pra descontrair um pouco a busca de discos que ultimamente anda cada vez mais difícil de achar, e pra ajudar também, disponho de pouco tempo.
Venho então aqui para indicar um excelente espaço de
uma moça que escreve coisas lindas! confiram.
Namastê...

terça-feira, 20 de abril de 2010

Por favor!!! João Bosco...

Tiro de Misericórdia
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O menino cresceu entre a ronda e a cana
Correndo nos becos que nem ratazana.
Entre a punga e o afano, entre a carta e a ficha
Subindo em pedreira que nem lagartixa.
Borel, juramento, urubu, catacumba,
Nas rodas de samba, no eró da macumba.
Matriz, querosene, salgueiro, turano,
Mangueira, são carlos, menino mandando,
Ídolo de poeira, marafo e farelo,
Um deus de bermuda e pé-de-chinelo,
Imperador dos morros, reizinho nagô,
O corpo fechado por babalaôs.
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Baixou Oxolufã com as espadas de prata,
Com sua coroa de escuro e de vício.
Baixou Cão-xangô com o machado de asa,
Com seu fogo brabo nas mãos de corisco.
Ogunhê se plantou pelas encruzilhadas
Com todos seus ferros, com lança e enxada.
E Oxossi com seu arco e flecha e seus galos
E suas abelhas na beira da mata.
E Oxum trouxe pedra e água da cachoeira
Em seu coração de espinhos dourados.
Iemanjá, o alumínio, as sereias do mar
E um batalhão de mil afogados.
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Iansã trouxe as almas e os vendavais,
Adagas e ventos, trovões e punhais.
Oxum-maré largou suas cobras no chão.
Soltou sua trança, quebrou o arco-íris.
Omulu trouxe o chumbo e o chocalho de guizos
Lançando a doença pra seus inimigos.
E Nana-buruquê trouxe a chuva e a vassoura
Pra terra dos corpos, pro sangue dos mortos.
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Exus na capa da noite soltara a gargalhada
E avisaram a cilada pros orixás.
Exus, orixás, menino, lutaram como puderam
Mas era muita matraca e pouco berro.
E lá no horto maldito, no chão do pendura-saia,
Zumbi menino lumumba tomba da raia
Mandando bala pra baixo contra as falanges do mal,
Arcanjos velhos, coveiros do carnaval.
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- irmãos, irmãs, irmãozinhos,
Por que me abandonaram?
Por que nos abandonamos
Em cada cruz?
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- irmãos, irmãs, irmãozinhos,
Nem tudo está consumado.
A minha morte é só uma:
Ganga, Lumumba, Lorca, Jesus
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Grampearam o menino do corpo fechado
E barbarizaram com mais de cem tiros.
Treze anos de vida sem misericórdia
E a misericórdia no último tiro.
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Morreu como um cachorro e gritou feito um porco
Depois de pular igual a macaco.
Vou jogar nesses três que nem ele morreu:
Num jogo cercado pelos sete lados.
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Composição: João Bosco & Aldir Blanc
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Credito da imagem Crissant dos blogs >
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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Cláudia Telles

Agente encontra mais da Cláudia Telles (filha da Sylvia Telles)
no seu myspace:
e em seu site oficial:
Que contem, fotos, discografia, a biografia, agenda de shows, seu ultimo trabalho e até alguns download de suas músicas mais ressentes.

Sylvia Telles

Sylvia Telles
(Rio de Janeiro 27 / agosto / 1934 - Maricá 17 / dezembro / 1966)
também conhecida como Sylvinha Telles
Cantora Brasileira e uma das intérpretes dos primórdios da bossa nova.
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Segundo matéria publicada em O Globo e assinada por João Máximo:
"Sylvinha foi uma das melhores intérpretes da moderna música Brasileira, entendendo-se como tal a que vai de Ponto final - com Dick Farney e Amargura, com Lúcio Alves, até as canções que Tom e Vinicius fizeram depois de Orfeu da Conceição".
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Em 1954, Billy Blanco, amigo da família, notou o dom de Sylvinha e apresentou-a a amigos músicos. Nas reuniões que eles faziam, pôde conhecer os grandes nomes do rádio da época, tais como Aníbal Augusto Sardinha, (o Garoto), que a ajudou a encontrar trabalho em boates para o início de sua carreira profissional. Nessa época, conheceu seu primeiro namorado, o cantor e violonista João Gilberto, amigo de seu irmão mais velho, Mário Telles, que também foi músico; o relacionamento acabou porque a família Telles não gostava do jovem.
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Sylvinha e o músico José Cândido de Mello, (o Candinho) casaram-se e tiveram uma filha, Cláudia Telles. Em 1956, ela e seu marido apresentaram pela TV Rio o programa Música e romance, recebendo como convidados Tom Jobim, Dolores Duran, Johnny Alf e Billy Blanco. Contudo, o casal logo se separou.
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Em 1958, o local de encontro dos músicos passou a ser o apartamento de Nara Leão. Ronaldo Bôscoli, que frequentava as reuniões, atuava como produtor musical do grupo. Sylvia Telles, que já era um nome conhecido, foi então chamada para participar de um espetáculo no Grupo Universitário Hebraico, juntamente com Carlos Lyra, Roberto Menescal, entre outros.
Foi neste show, "Carlos Lyra, Sylvia Telles e os seus Bossa nova", que teria surgido pela primeira vez a expressão que daria nome ao movimento musical da Bossa Nova
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Gravou inúmeros discos com os compositores da época e algumas de suas interpretações são clássicas e consideradas referências para cantores e cantoras que vieram após ela. Entre os discos de Sylvia, está o 78 rpm com os registros de “Menina” (Carlos Lyra) e “Foi a noite” (Tom Jobim e Newton Mendonça). O trabalho é considerado um dos precursores da Bossa Nova
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Sylvia Telles - Silvia (1958)
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01 - Cala, Meu Amor (Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
02 - E Preciso Dizer Adeus (Tom Jobim - Vinicius de Moraes)
03 - Mágoa (Marino Pinto - Tom Jobim)
04 - Caminhos Cruzados (Newton Mendonça - Tom Jobim)
05 - Amargura (Alberto Ribeiro - Radamés Gnattali)
06 - Segredo (Fernando Cesar)
07 - Quero-te Assim (Tito Madi)
08 - Nesse Mesmo Lugar (Armando Cavalcanti - Klécius Caldas)
09 - Estrada do Sol (Dolores Duran - Tom Jobim)
10 - Aula de Matematica (Marino Pinto - Tom Jobim)
11 - Suas Maos (Pernambuco - Antônio Maria)
12 - Bom Dia Tristeza (Adoniran Barbosa - Vinicius de Moraes)
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Encarte revista Bravo, nº 131, julho de 2008.

*Sylvia Telles e Nara Leão foram as grandes musas da Bossa Nova

Sylvinha Telles chegou a fazer turnês em outros países, como Estados Unidos, Suíça, França e Alemanha.

Aos trinta e dois anos de idade, Sylvia Telles morreu em um acidente de automóvel na rodovia Amaral Peixoto, no município de Maricá, em companhia de seu namorado Horacinho de Carvalho.
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domingo, 18 de abril de 2010

Cláudia Telles

Claudia Telles
de Mello Mattos
(Rio de Janeiro, 26 de agosto de 1957)
É uma cantora e compositora Brasileira
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Filha do violonista Candinho e de uma das precursoras da bossa nova, a cantora Sylvinha Telles, Claudia Telles, ainda menina, foi convidada pela mãe para subir ao palco do Teatro Santa Rosa (RJ) no último show da temporada do espetáculo "Reencontro", que reuniu Sylvia Telles, Edu Lobo, Trio Tamba e Quinteto Villa-Lobos, para cantar "Arrastão"
(de Edu Lobo e Vinicius de Moraes)
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Claudia iniciou sua carreira fazendo coro para artistas famosos em suas gravações, entre eles The Fevers, José Augusto, Gilberto Gil, Jerry Adriani, Jorge Ben, Belchior, Fafá de Belém, entre vários outros. Sua chance de "brilhar" veio, entretanto, quando uma amiga do Trio Esperança, Regina, precisou se afastar do grupo por causa da gravidez, Claudia a substituiu em gravações e shows, ganhando experiência de público. Daí para frente ela se dedicaria completamente à arte musical
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Cláudia Telles – Cláudia Telles (1977)

sábado, 17 de abril de 2010

MPB-4

Amigo é Para Essas Coisas
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- Salve!
- Como é que vai?
- Amigo, há quanto tempo!
- Um ano ou mais...
- Posso sentar um pouco?
- Faça o favor
- A vida é um dilema
- Nem sempre vale a pena...
- Pô...
- O que é que há?
- Rosa acabou comigo
- Meu Deus, por quê?
- Nem Deus sabe o motivo
- Deus é bom
- Mas não foi bom pra mim
- Todo amor um dia chega ao fim
- Triste
- É sempre assim
- Eu desejava um trago
- Garçom, mais dois
- Não sei quando eu lhe pago
- Se vê depois
- Estou desempregado
- Você está mais velho
- É
- Vida ruim
- Você está bem disposto
- Também sofri
- Mas não se vê no rosto
- Pode ser...
- Você foi mais feliz
- Dei mais sorte com a Beatriz
- Pois é
- Pra frente é que se anda
- Você se lembra dela?
- Não
- Lhe apresentei
- Minha memória é fogo!
- E o l´argent?
- Defendo algum no jogo
- E amanhã?
- Que bom se eu morresse!
- Prá quê, rapaz?
- Talvez Rosa sofresse
- Vá atrás!
- Na morte a gente esquece
- Mas no amor agente fica em paz
- Adeus
- Toma mais um
- Já amolei bastante
- De jeito algum!
- Muito obrigado, amigo
- Não tem de quê
- Por você ter me ouvido
- Amigo é prá essas coisas
- Tá...
- Tome um cabral
- Sua amizade basta
- Pode faltar
- O apreço não tem preço, eu vivo ao Deus dará
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Composição: Silvio Silva Júnior/Aldir Blanc
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Outro clássico de nossa música surgido em festivais. Trata-se, agora do 3º Festival Universitário de Música Brasileira, promovido pela TV Tupi do Rio de Janeiro. Entre os méritos de Amigo é pra essas coisas está o de ter assegurado a continuação da carreira dos seus intérpretes, os integrantes do MPB-4, que já estavam dispostos a encerra-lo numa época em que a censura vetava praticamente todas as músicas que pretendiam gravar.
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Texto fonte: livro songbook - Almir Chediak
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MPB-4
AMIGO É PRA ESSAS COISAS AO VIVO (1989)
Baixe Aqui

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Meu samba... Minha vida

Ataulfo Alves de Souza
(Miraí 2 /maio / 1909 - Rio de Janeiro 20 /abril /1969)

Compositor e cantor de samba, um dos sete filhos de um violeiro, acordeonista e repentista da Zona da Mata chamado "Capitão" Severino.

Nascido numa fazenda mineira, filho de pai violeiro, foi para o Rio de Janeiro por acaso, onde trabalhou, entre outras coisas, como farmacêutico. No fim dos anos 20 passou a se envolver com blocos de carnaval e artistas de rádio. Logo em seguida teve sambas gravados por Almirante (Sexta-feira) e Carmen Miranda (Tempo Perdido), o que lhe assegurou o sucesso. Compunha sambas-canção e marchas de carnaval para os maiores cantores do Brasil, como Carlos Galhardo, Silvio Caldas e Orlando Silva. Em 1941 estreou como intérprete na gravação de Leva, Meu Samba e Alegria na Casa de Pobre (com Abel Neto). No ano seguinte gravou Ai, que Saudades da Amélia (com Mário Lago), um de seus maiores sucessos, ao lado de Na Cadência do Samba, Laranja Madura, Fim de Comédia, Vai, Mas Vai Mesmo e Mulata Assanhada. Em 1961 foi para a Europa, numa turnê de divulgação da música Brasileira, e em 1966 representou o Brasil no I Festival de Arte Negra em Dacar, Senegal.

Fonte: Clair Santos
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Ataulfo Alves
Meu samba... Minha vida
(1962)
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1 - Na cadência do samba
2 - Dá licença
3 - Vai, mas vai mesmo, Se a saudade me apertar, Se você não vai eu vou
4 - O que que há
5 - Corda e caçamba
6 - Ai que saudades da Amélia Leva meu samba, Atire a primeira pedra
7 - Não tenho pressa
8 - E o duque não morreu
9 - Reta final
10 - Minha infância

Ataulfo Alves

Ataulfo Alves
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Polêmica (Ataulfo Alves e Carmen Costa)
Pois é (Ataulfo Alves)
A morena sou eu (Mirabeau - Milton de Oliveira)
Sai do meu caminho (Ataulfo Alves)
Conte o caso direito (Valdemir - Nilton Carudo)
Duro com duro (Ataulfo Alves)
O vento que venta lá (Ataulfo Alves)
Na ginga do samba (Ataulfo Alves)
Vassalo do samba (Ataulfo Alves)
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logo mais...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Cálice


Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
Como beber
Dessa bebida amarga
Tragar a dor
Engolir a labuta
Mesmo calada a boca
Resta o peito
Silêncio na cidade
Não se escuta
De que me vale
Ser filho da santa
Melhor seria
Ser filho da outra
Outra realidade
Menos morta
Tanta mentira
Tanta força bruta...
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
Como é difícil
Acordar calado
Se na calada da noite
Eu me dano
Quero lançar
Um grito desumano
Que é uma maneira
De ser escutado
Esse silêncio todo
Me atordoa
Atordoado
Eu permaneço atento
Na arquibancada
Prá a qualquer momento
Ver emergir
O monstro da lagoa...
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
De muito gorda
A porca já não anda
(Cálice!)
De muito usada
A faca já não corta
Como é difícil
Pai, abrir a porta
(Cálice!)
Essa palavra
Presa na garganta
Esse pileque
Homérico no mundo
De que adianta
Ter boa vontade
Mesmo calado o peito
Resta a cuca
Dos bêbados
Do centro da cidade...
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
Talvez o mundo
Não seja pequeno
(Cálice!)
Nem seja a vida
Um fato consumado
(Cálice!)
Quero inventar
O meu próprio pecado
(Cálice!)
Quero morrer
Do meu próprio veneno
(Pai! Cálice!)
Quero perder de vez
Tua cabeça

(Cálice!)
Minha cabeça
Perder teu juízo
(Cálice!)
Quero cheirar fumaça
De óleo diesel
(Cálice!)
Me embriagar
Até que alguém me esqueça
(Cálice!)
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Composição: Chico Buarque e Gilberto Gil

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Caetano Veloso

Caetano Emanuel Viana
Teles Veloso
(Santo Amaro da Purificação, 7 de agosto de 1942)
É um músico e escritor Brasileiro
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Caetano é o mais original compositor/criador da nossa geração e essa originalidade reside no tratamento elegante e delicado que dá à inequívoca ousadia poética, à exploração de um modernismo melódico/harmônico que equilibra com perfeição signos da melhor tradição da musica popular nacional (samba canção, baião, toada nordestina), à utilização dos elementos arrojados da modernidade pop e rock (incluindo aí, se quisermos, as influências da Escola de Viena a Stockhousen).
Sua disposição tranqüila em correr riscos, desafiando dogmas, submeter a coerência a uma flutuação sadia, empurrar delicadamente a inteligência para o terreno da inspiração purificadora, tudo isso confere à sua composição um tônus olímpico que a coloca ao lado das produções “fora de série”, em todos os tempos, em todos os quadrantes. A música de Caetano é um convite e um estímulo à meditação sobre a eterna tragédia da solidão do ser e da contingência da vida, um estímulo ao cultivo da palavra sonora, hospedeira da verdade e da mentira: pertence, quase, ao plano de Filosofia.
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(Gilberto Gil)
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Olha que legal esse texto do Gil falando de Caetano, tirei do Songbook – Caetano Veloso Vol. 2 idealizado e produzido pelo o Gênio Almir Chediak
A sim Gênio Almir Chediak um grande artista Brasileiro também, logo faço um poste contando sob sua historia
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Namastê...