sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Pena Branca e Xavantinho

Só tem musica bonita nesse disco!

Pena Branca e Xavantinho

Pena Branca e Xavantinho
(nomes artísticos de José Ramiro Sobrinho e Ranulfo Ramiro da Silva)
Foi uma dupla de cantores de música sertaneja do Brasil.
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Fizeram muito sucesso com a canção "Cio da Terra", de Chico Buarque e Milton Nascimento, com participação especial do próprio Milton Nascimento.
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Dupla sertaneja formada pelos irmãos José Ramiro Sobrinho, o Pena Branca (nascido em Igarapava, interior de São Paulo em 1939) e Ranulfo Ramiro da Silva, o Xavantinho (nascido em Uberlândia em 1942).
Desde pequenos trabalharam na roça com os pais e mais cinco irmãos.
José Ramiro tocava viola.
Começaram a cantar em 1962, e, em 1968, mudaram-se para São Paulo para tentar a vida artística.
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Em 1980 inscreveram-se no "Festival MPB Shell", da TV Globo, com a música "Que terreiro é esse?", de Xavantinho, que foi classificada para a final.
No mesmo ano, a dupla lançou o seu primeiro LP: "Velha morada" (Warner), com destaque para "Cio da terra" (Milton Nascimento e Chico Buarque) e "Velha morada" (Xavantinho).
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

La cumparsita

La cumparsita

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É uma obra musical criada pelo músico Uruguaio Gerardo Matos Rodríguez (1897-1948).
É considerado um dos tangos mais difundidos pelo mundo.
Por decreto presidencial de 2 de fevereiro de 1998, é o hino popular e cultural do Uruguai.
Na Argentina também é um dos tangos mais escutados.
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Gerardo Matos Rodríguez
(Montevidéu, 28 de março de 1897 – Montevidéu, 25 de abril de 1948)
Foi um compositor Uruguaio.
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Rodríguez é o compositor de um dos tangos mais conhecidos: La cumparsita, em 1917.
Filho do dono da casa noturna Moulin Rouge, que funcionava na Plaza Independencia de Montevidéu, compôs uma marcha para uma Comparsa, uma espécie de bloco carnavalesco uruguaio, e foi ouvido pelo notável pianista Argentino Roberto Firpo, que estava se apresentando em Montevidéu, e colocou um rítimo de tango na até então marcha, levando logo ao disco no qual obteve um êxito inaudito.
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Muitos consideram esse o primeiro tango pela influência que exerceria nas futuras composições de um gênero que ainda buscava afirmação.
La cumparsita (a foliã que participa de uma comparsa) atravessou todas as fronteiras e se tornou um dos hinos do tango.
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La cumparsita ganhou uma letra composta por Pascual Contursi e Enrique Maroni, em 1924, e gravada logo por Carlos Gardel (que começava a obter uma grande popularidade), essa letra que recebeu o título de Si supieras, gerou uma controvérsia com Matos Rodríguez, que não tinha autorizado a inserção de uma letra em seu tango.
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Matos Rodríguez ainda foi o compositor de outros tangos como Che papusa oí, Mocosita, Te fuiste ja ja, La muchacha del circo e El rosal, todas gravadas por
Carlos Gardel.
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Carlos Gardel

La Cumparsita

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Si supieras que aún dentro de mi alma
Conservo aquel cariño que tuve para ti
Quien sabe si supieras
Que nunca te he olvidado
Volviendo a tu pasado
Te acordarás de mí.
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Los amigos ya no vienen
Ni siquiera a visitarme
Nadie quiere consolarme
En mi aflicción.
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Desde el da que te fuiste
Siento angustias en mi pecho,
Decí percanta: ¿Qué has hecho
De mi pobre corazn?
Al cuartito abandonado.
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Ya ni el sol de la mañana
Asoma por la ventana,
Como cuando estabas vos
Y aquel perrito compaero.
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Que por tu ausencia no comía
Al verme solo, el otro día
También me dejó.
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Si supieras...

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Carlos Gardel
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Carlos Gardel
50 Inmortales
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Nada será como antes


O disco do Edu Lobo com o Chico que eu postei está com o link quebrado, desculpa!
Já estou procurando outro...
já os outros discos eu removi por não encontrar um link bom!
lamento
Qualquer outro link quebrado, por favor me avisem para que eu possa arrumar!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Chico Buarque de Hollanda & Edu Lobo

Album de Teatro

Edu Lobo e Ruy Guerra

Reza
Por amor andei já
Tanto chão e mar
Senhor já nem sei
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Se o amor não é mais
Bastante pra vencer
Eu já sei o que vou fazer
Meu senhor
Uma oração
Vou cantar pra ver se vai valer
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Ah meu santo defensor
Traga o meu amor
Laia ladaia sabadana ave-maria ...
Laia ladaia sabadana ave-maria ...
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Se é praga ou oração
Mil vezes cantarei!
Laia ladaia sabadana ave-maria ...
Laia ladaia sabadana ave-maria ...
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Por amor andei já
Tanto chão e mar
Senhor já nem sei
.
Se o amor não é mais
Bastante pra vencer
Eu já sei o que vou fazer
Senhor
Uma oração
Vou cantar pra ver se vai valer
Laia ladaia sabadana ave-maria ...
Laia ladaia sabadana ave-maria ...
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Composição: Edu Lobo, Ruy Guerra
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Essa musica nos discos...
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5 na Bossa
Nara Leão, Edu Lobo e Tamba Trio
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e com Elis Regina
no disco Samba eu canto assim de 1965

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Renato Teixeira

Renato Teixeira de Oliveira
(Santos, 20 de maio de 1945)
É um compositor e cantor Brasileiro
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É autor de conhecidas canções, como Romaria (grande sucesso na gravação de Elis Regina), Tocando em frente (em parceria com Almir Sater, gravada também por Maria Bethânia), Dadá Maria (em dueto com Gal Costa)
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Em 1990, apresentou o programa Tom Brasileiro na Rede Record, onde além de cantar, apresentava artistas que valorizavam a música nacional.
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Recentemente, Renato Teixeira compôs a música Rapaz caipira, como crítica à atual música sertaneja de consumo, fazendo renascer a expressão música caipira
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Renato Teixeira - Romaria (1978)
01 - Vira (No meu Quintal)
02 - Alforge
03 - Viola malvada
04 - Sessenta léguas num dia
05 - Arraial
06 - Eu e Ney sentados na ponte
07 - Romaria
08 - Olhos profundos
09 - Agulha no palheiro
10 - Lira rara
11 - Antes que aconteça
12 - Sentimental eu fico

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Renato Teixeira

Romaria
É de sonho e de pó
O destino de um só
Feito eu perdido
Em pensamentos
Sobre o meu cavalo
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É de laço e de nó
De jibeira o jiló
Dessa vida
Cumprida a só
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Sou caipira, pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida
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O meu pai foi peão
Minha mãe solidão
Meus irmãos
Perderam-se na vida
À custa de aventuras
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Descasei, joguei
Investi, desisti
Se há sorte
Eu não sei, nunca vi
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Sou caipira, Pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida
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Me disseram, porém
Que eu viesse aqui
Prá pedir de
Romaria e prece
Paz nos desaventos
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Como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar, meu olhar
Meu olhar
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Sou caipira, pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida
Composição: Renato Teixeira
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aos blogs...
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Radamés Gnattali

Radamés Gnattali
(Porto Alegre, 27 de janeiro de 1906/Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 1988)
Foi um arranjador, compositor, e instrumentista Brasileiro
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Estudou com Guilherme Fontainha no Conservatório de Porto Alegre; na Escola Nacional de Música, com Agnelo França.
Terminou o curso de piano em 1924 e fez concertos em várias capitais brasileiras, viajando também como violista do Quarteto Oswald, desde então passou a estudar composição e orquestração.
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Em 1939 substituiu Pixinguinha como arranjador da gravadora Victor.
Durante trinta anos trabalhou como arranjador na Rádio Nacional.
Foi o autor da parte orquestral de gravações célebres como a do cantor Orlando Silva para a música Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro, ou ainda da famosa gravação original de Aquarela do Brasil (Ary Barroso) ou de Copacabana (Peri Ribeiro) - esta última imortalizada na voz de Dick Farney
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Radamés e Raphael Rabello
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Na década de 70, Radamés foi teve influência na composição de choros, incentivando jovens instrumentistas como Raphael Rabello, Joel Nascimento e Mauricio Carrilho, e para a formação de grupos de choro como o Camerata Carioca.
Também compôs obras importantes para o violão, Orquestra, concerto para piano e uma variedade de choros
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Foi parceiro de Tom Jobim.
No seu círculo de amizades Tom Jobim, Cartola, Heitor Villa-Lobos, Pixinguinha, Donga, João da Baiana, Francisco Mignone, Lorenzo Fernandez e Camargo Guarnieri
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É autor do hino do Estado de Mato Grosso do Sul
a peça foi escolhida em concurso público nacional
.Em 2007 foi gravado um CD duplo com composições de Gnatalli com patrocínio da Petrobras, Retratos de Radamés com os violonistas Edelton Gloeden e Paulo Porto Alegre.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Radamés Gnattali

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01 - Remexendo - Orquestra de Cordas Brasileiras
02 - Maneirando - João Carlos Assis Brasil
03 - Amargura - Orquestra de Cordas Brasileiras / Chiquinho do Acordeom
04 - Negaceando - João Carlos Assis Brasil
05 - Sarau Pra Radamés - Orquestra de Cordas Brasileiras
06 - Concerto Para Acordeom Tamboras e Cordas - Allegro Moderato - Adagio - Aria Com espírito "Prenda minha" - Chiquinho do Acordeom / Beto Cazes / Orquestra de Cordas Brasileiras.
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Florbela Espanca

Minha Culpa
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Sei lá! Sei lá! Eu Sei lá’ bem
Quem sou? Um fogo-fatuo, uma miragem…
Sou um reflexo… um canto de paisagem
Ou apenas cenario! Um vaivem

Como a sorte: hoje aqui, depois alem!
Sei la’ quem sou? Sei la’! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei la’ quem!…

Sou um verme que um dia quis ser astro…
Uma estatua truncada de alabastro..
Uma chaga sangrenta do Senhor…

Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador…

Florbela Espanca - Charneca em Flor

Para Que?!

Tudo é vaidade neste mundo vão…
Tudo é tristeza, tudo é pó, é nada!
E mal desponta em nós a madrugada,
Vem logo a noite encher o coração!

Até o amor nos mente, essa canção
Que o nosso peito ri à gargalhada,
Flor que é nascida e logo desfolhada,
Pétalas que se pisam pelo chão!…

Beijos de amor! Pra quê?! … Tristes vaidades!
Sonhos que logo são realidades,
Que nos deixam a alma como morta!

Só neles acredita quem é louca!
Beijos de amor que vão de boca em boca,
Como pobres que vão de porta em porta!…

Florbela Espanca - Livro de Mágoas
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Sem Remédio
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Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou…
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
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E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!
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Sinto os passos da Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!
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E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!…
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Florbela Espanca - Livro de Mágoas
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Ser Poeta
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Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
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É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
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É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e cetim…
É condensar o mundo num só grito!
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E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
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Florbela Espanca - Charneca em Flor
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Para ouvir na voz de Miguel Falabella

Olivia Hime

Maria Olívia Leuenroth Hime
é uma cantora e letrista Brasileira, esposa do famoso pianista e compositor Francis Hime

Olivia Hime - Estrela da Vida Inteira (1986)
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1. Vou-me Embora Pra Pasárgada – Gilberto Gil / Manuel Bandeira
2. Desencanto - Francis Hime / Manuel Bandeira
3. Trem de Ferro - Tom Jobim / Manuel Bandeira
4. Testamento - Milton Nascimento / Manuel Bandeira
5. Belo Belo - Wagner Tiso / Manuel Bandeira
6. Portugal, Meu Avozinho - Moraes Moreira / Manuel Bandeira
7. Impossível Carinho - Ivan Lins / Manuel Bandeira
8. Balada do Rei as Sereias - Dorival Caymmi / Manuel Bandeira
9. Baladinha Arcaica - Toninho Horta / Manuel Bandeira
10. Berimbau - Joyce / Manuel Bandeira
11. Temas e Voltas - Radamés Gnatalli / Manuel Bandeira
12. Versos Escritos N’Água - Dori Caymmi / Manuel Bandeira
13. Estrela da Vida Inteira - Olivia Hime / Manuel Bandeira

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Em 1985, ano dos 50 anos de morte de , Olivia já havia produzido, com Elisa Byington, (), trabalho temático com 15 poemas musicados por um time que ia de Tom Jobim a Francis Hime, passando por Sueli Costa e Edu Lobo, entre outros.
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No ano seguinte, em comemoração ao centenário de nascimento de , ela produziu e cantou o poeta neste disco (Estrela da Vida Inteira) que reuniu a ala mais sofisticada da MPB:
Tom Jobim, Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Gilson Peranzzetta, Rafael Rabello e Francis Hime.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Carlos Drummond de Andrade

José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
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Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
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E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?
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Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
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Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
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Mas você não morre,
você é duro, José!
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Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

1960 - ANTOLOGIA POÉTICA

Jacob do Bandolim

Jacob Pick Bittencourt, mais conhecido como
Jacob do Bandolim
(Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 1918 - Rio de Janeiro, 13 de agosto de 1969)
Foi um músico, compositor e bandolinista Brasileiro de choro.
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Jacob do Bandolim
Arquivo do Jacob (1978)

Baixe Aqui 1

Baixe Aqui 2


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Tributo a Jacob do Bandolim

Radanés Gnatalli & Camerata Carioca
Tributo a Jacob do Bandolim
(1979) Baixe Aqui

RAPHAEL RABELLO

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Gênio absoluto do Violão, artista magnífico do Brasil!
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Deste disco, destaca-se a música O Vôo da Mosca, de Jacob do Bandolim, onde se tem a impressão de ouvirmos 2 ou 3 violões, tal é a complexidade da composição.
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A capacidade de desfilar pelos vários estilos musicais, do choro à bossa-nova, do samba ao clássico, fez com que nas décadas de 80 e 90 realizasse uma série de trabalhos marcantes na história da MPB.
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Prestigie os verdadeiros artistas Brasileiros

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Nada Será Como Antes

Eu já estou com o pé nessa estrada
Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes amanhã
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Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Sei que nada será como está, amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol
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Num domingo qualquer, qualquer hora
Ventania em qualquer direção
Sei que nada será como antes, amanhã
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Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Sei que nada será como está, amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol
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Composição: Milton Nascimento/Ronaldo Bastos


Tião Carreiro e Pardinho

Tião Carreiro - Pardinho
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Tião Carreiro foi criado numa fazenda nos arredores de Araçatuba, Interior do estado de São Paulo, começou a tocar violão ainda pequeno, com 8 anos de idade, quando também já cuidava do arado e dos afazeres na roça
Aprendeu a tocar viola caipira na adolescência, praticamente sozinho, sem nunca ter tido um professor.
Isto porque em 1950, com apenas 13 anos, Tião trabalhava no Circo Giglio, onde já cantava em dupla com seu primo Waldomiro da dupla Palmeirinha & Coqueirinho.
O dono do circo dizia que "dupla de violeiros tinha que tocar viola" enquanto que na época, Tião tocava violão.

No mesmo ano, o mesmo circo apresentava em Araçatuba a dupla Tonico & Tinoco.
E enquanto os irmãos estavam no hotel, Tinoco havia deixado sua viola no circo e Tião aproveitou para "decorar a afinação escondido".
Tião Carreiro cantou em diversas duplas, tendo adotado diferentes nomes artísticos.
Suas parcerias mais famosas foram com Antônio Henrique de Lima (o Pardinho) e Adauto Ezequiel (o Carreirinho, Falecido em 2009 e foi o Professor de Tião Carreiro).
Alcançou sucesso ao formar dupla com Pardinho, e foi o inventor do pagode de viola termo muito conhecido entre os violeiros.
Dentre os maiores sucessos de Tião Carreiro temos:
Pagode em Brasília, que foi o primeiro pagode, criado juntamente com Lourival dos Santos, em 1959,
Boi Soberano, Filhinho de Papai, Cochilou Cachimbo Cai entre outros.
A discografia de Tião Carreiro soma mais de 45 discos

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Pardinho nasceu em São Carlos na Fazenda São Joaquim.
Logo depois, se mudou para a Fazenda Figueira Branca.
"Na época da colheita do café havia muita festa e na fazenda Figueira Branca meu pai ganhou um cavaquinho, com 12 anos mais ou menos", contou Carlos Henrique seu filho.

O filho do ilustre músico lembra também que o pai sempre dizia que São Carlos precisava valorizar a música raiz.
"Ele dizia que o interior de São Paulo precisava valorizar mais essa música".
Embora tenha se mudado muito jovem de São Carlos, entre 13 e 14 anos, Pardinho sempre visitava a cidade no dia 15 de agosto, pois era devoto de Nossa Senhora Aparecida da Babilônia.
Na noite de 14 de agosto de 2007 dia em que completaria 75 anos, Antonio Henrique de Lima, o músico Pardinho, foi homenageado com a inauguração de um Parque que leva seu nome.
Um show com apresentações de 15 duplas de viola e do músico Mazinho Quevedo ao lado de Carlos Henrique, filho de Pardinho, com apoio da EPTV Central marcou o evento São-carlense.
Pardinho é reconhecido como um dos maiores músicos do país.
No parque, localizado no início da serra da Cidade Aracy, no bairro Monte Carlo, foi erguido um monumento em homenagem ao músico
São Carlos rendeu homenagens a um de seus filhos mais ilustres ao inaugurar um parque que leva o nome de "Antônio Henrique de Lima – Pardinho".
Para seu filho e para a família, a inauguração de um
parque com o nome do pai é uma das maiores homenagens que Pardinho recebeu.
O prefeito Newton Lima Neto demonstrou muita emoção durante o evento. "Vivo em São Carlos há 30 anos e somente fiquei sabendo que o Pardinho era da cidade no ano passado", confessou. "Por isso determinei imediatamente que nossa equipe fizesse uma homenagem a esse músico que encantou muitos Brasileiros".
Mais de três mil pessoas prestigiaram o evento, cuja data foi escolhida cuidadosamente, já que dia 14 de agosto era o dia de aniversário de "Pardinho".

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Tião Carreiro e Pardinho

José Dias Nunes
conhecido como Tião Carreiro
(Montes Claros, 13 de dezembro de 1934 -- São Paulo, 15 de outubro de 1993)
Foi um cantor Brasileiro de música sertaneja de raiz
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Antonio Henrique de Lima
conhecido como Pardinho
(São Carlos em 14 de agosto de 1932 -- Sorocaba em 2001)
é um dos maiores cantores Brasileiros de música sertaneja de raiz
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Irmãos Divino


01 Triste recordação
02 Sambadô
03 Paixão do Divino
04 Madrasta perversa
05 Chalana
06 Filho do sambadô
07 Filho do diabo
08 Canoeiro
09 A volta do preto velho
10 Relógio quebrado
11 Pagode no ferreiro
12 Saudade do passado
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Não achei nada sob a biografia dos Irmãos Divino se alguém puder ajudar ficaria grato

Irmãos Divino

01 - Triste Recordação
02 - Sambadô
03 - Baixão do Divino
04 - Madrasta Perversa
05 - Chalana
06 - Filho do Sambadô
07 - Filho do Diabo
08 - Canoeiro
09 - A Volta do Preto Velho
10 - Relógio Quebrado
11 - Pagode no Terreiro
12 - Saudade do Passado
13 - Quando o Sertão Fala
14 - A Voz do Milagre
15 - O Segredo da Confissão
16 - Amor de Matuto
17 - Jesus Menino
18 - No Coração de Goiás
19 - Boa Vontade
20 - Fandango no Rio Grande
21 - Sertão de Luto
22 - Não vou Embora Mais

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Chico Buarque de Hollanda

Chico Canta (1973)
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Chico Buarque & Maria Bethânia Ao Vivo (1975)
Baixe Aqui
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Malandro (1983)
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Chico Buarque


Vai Passar
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Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,
o carnaval, o carnaval
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintose os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral... vai passar
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Composição: Chico Buarque e Francis Hime