domingo, 16 de maio de 2010

Atahualpa Yupanqui

Héctor Roberto Chavero
Atahualpa Yupanqui
(Buenos Aires, 31 / janeiro / 1908 — Paris, 23 / maio / 1992)
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Foi um compositor, cantor, violonista e escritor Argentino.
É considerado um dos mais importantes divulgadores de música folclórica de seu país. Suas composições foram cantadas por reconhecidos intérpretes, como Mercedes Sosa, Alfredo Zitarrosa, Víctor Jara, Ángel Parra, Marie Laforêt e nossa querida Elis Regina entre outros, continuando a fazer parte do repertório de vários artistas na Argentina e em diferentes partes do mundo.
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"Soy un cantor de artes olvidadas que camina por el mundo para que nadie olvide lo que es inolvidable: la poesía y la música tradicional de Argentina. Un deseo profundo vive en mí: ser un día el rostro de una sombra sin imagen alguna, y sin historia. Ser solamente el eco de un canto apenas acorde que señala a sus hermanos. La libertad del espíritu."
(Atahualpa Yupanqui)
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Na adolescência, começa a tomar aulas de violão com o concertista Bautista Almirón, viajando diariamente os 15 quilômetros que o separavam da casa do mestre. É dessa época o pseudônimo Atahualpa Yupanqui, em homenagem a Atahualpa e Tupac Yupanqui, os últimos governantes Incas
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Atahualpa Yupanqui
Preguntitas sobre Dios (1977)
01. - Preguntitas Sobre Dios 02. - Milonga Triste 03. - Baguala del Gaucho Pobre 04. - Juan Careno 05. - Milonga del Solitario 06. - Basta Ya 07. - Dos Milongas Uruguayas 08. - La Paulita 09. - Canción del Arriero de Llamas 10. - Recuerdos de El Portezuelo
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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Elis Regina

video

Atrás da Porta

Quando olhaste bem nos olhos meus E o teu olhar era de adeus Juro que não acreditei, eu te estranhei Me debrucei sobre teu corpo e duvidei E me arrastei e te arranhei E me agarrei nos teus cabelos Nos teu peito, teu pijama Nos teus pés ao pé da cama Sem carinho, sem coberta No tapete atrás da porta Reclamei baixinho Dei pra maldizer o nosso lar Pra sujar teu nome, te humilhar E me vingar a qualquer preço Te adorando pelo avesso Pra mostrar que ainda sou tua

Composição: Francis Hime/Chico Buarque

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Heitor Villa-Lobos

Heitor Villa Lobos
Canções de Cordialidade
(Poesias de Manuel Bandeira)
Baixe Aqui (megaupload)

Link restaurado 28/11/2011

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01 - Feliz Natal
02 - Canto de Natal
03 - Feliz Ano Novo
04 - Boas Festas
05 - Feliz Aniversário
06 - Boas Vindas
07 - Lenda do Cabloco
(Heitor Villa Lobos com Turibio Santos e Oscar Caceres)
08 - Ciranda Nr. 2
(Heitor Villa Lobos com Turibio Santos e Oscar Caceres)
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As cinco pequenas peças que Villa-Lobos denominou “Canções de Cordialidade”, isto é, - “Feliz Aniversário”, “Boas Festas”, “Feliz Natal”, “Feliz Ano Novo” e “Boas Vindas”, devem ser compreendida em suas duas intenções. São aparentemente despretensiosa na forma simples de compreender e fáceis de cantar, as suas melodias alegres refletem o gênio da família e o ambiente do lar Brasileiro e as crianças das escolas cantam-nas com a espontânea efusão com que brincam nas cantigas de roda. Villa-Lobos quis e soube dar à alma Brasileira, para esses instantes de emoção, uma linguagem musical bem nossa.

Sendo de cordialidade, levando a atitudes de afetuosa comunhão social, a expressões de sentimento solidário e hospitaleiro, têm essas canções também a feição educativa, obsessão em Villa-Lobos.

Educar, contribuir para a formação de um povo feliz, capaz e autêntico, foi essa a marca de patriotismo que o grande Brasileiro ligou à sua obra artística.

Tem essas canções e o “Canto de Natal” o precioso mérito da contribuição do poeta Manuel Bandeira na composição da letra.

Um dia se fará o estudo da participação de Villa-Lobos nas tarefas de educação nacional, desde as grandes concentrações orfeônicas de juventude à implantação do canto orfeônico nas escolas.

Estas pequenas canções, por certo, não ficarão esquecidas, pela significação que encerram – voz da nossa gente, expressão da bondade Brasileira.

(Heli Menegale)
Texto tirado de uma das sobre capas do disco
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Chico

PELAS TABELAS
BREJO DA CRUZ
TANTAS PALAVRAS
MANO A MANO
SAMBA DO GRANDE AMOR
COMO SE FOSSE A PRIMAVERA
SUBURBANO CORAÇÃO
MIL PERDÕES
AS CARTAS
VAI PASSAR

terça-feira, 11 de maio de 2010

Brejo da Cruz

Brejo da Cruz
Composição: Chico Buarque
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A novidade Que tem no Brejo da Cruz É a criançada Se alimentar de luz Alucinados Meninos ficando azuis E desencarnando Lá no Brejo da Cruz Eletrizados Cruzam os céus do Brasil Na rodoviária Assumem formas mil Uns vendem fumo Tem uns que viram Jesus Muito sanfoneiro Cego tocando blues Uns têm saudade E dançam maracatus Uns atiram pedra Outros passeiam nus Mas há milhões desses seres Que se disfarçam tão bem Que ninguém pergunta De onde essa gente vem São jardineiros Guardas-noturnos, casais São passageiros Bombeiros e babás Já nem se lembram Que existe um Brejo da Cruz Que eram crianças E que comiam luz São faxineiros Balançam nas construções São bilheteiras Baleiros e garçons Já nem se lembram Que existe um Brejo da Cruz Que eram crianças E que comiam luz
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foto de:
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Brazil! Brazil! Brazil

Bud Shank

Clifford Everett "Bud" Shank, Jr.
(27 de maio de 1926 - 02 de abril de 2009)
Foi um americano saxofonista e flautista .







Chet Baker

Chesney Henry Baker Jr.
(23 de Dezembro de 1929 – 13 de maio, 1988)
Foi um trompetista de jazz norte-americano.







Joe Pass

Joseph Anthony Passalaqua,
(13 de janeiro de 1929 — 23 de maio de 1994)
Foi um guitarrista de jazz norte-americano.







João Donato

João Donato de Oliveira Neto
(17 de agosto de 1934)
É um instrumentista (pianista e acordeonista), arranjador, cantor e compositor Brasileiro.





Laurindo de Almeida

Laurindo José de Araújo Almeida Nóbrega Neto
(2 de setembro de 1917 - 26 de julho de 1995)
Foi um violonista Brasileiro.







Clare Fischer

Clare Fischer
(22 outubro de 1928 em Durand, Michigan)
É um americano compositor, arranjador, pianista e organista.




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Brazil! Brazil! Brazil! (1967)
Jazz Aqui

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01 - Summer Samba 02 - Elizeth 03 - Noturno 04 - Ontem a Noite 05 - Carnaval 06 - Sausalito 07 - If I Should Loose You 08 - Carioca Hills 09 - Samba do Aviao 10 - What Time it Was 11 - Quiet Nights 12 - The Color of Your Hair

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O Mapa

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...
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(É nem que fosse o meu corpo!)
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Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...
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Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)
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Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
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Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
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E talvez de meu repouso...
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Mário Quintana
(Apontamentos de História Sobrenatural)
Mário por ele mesmo
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Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas... Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade.
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Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro - o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu... Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros?
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Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Erico Verissimo - que bem sabem (ou souberam) o que é a luta amorosa com as palavras.
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(Texto escrito pelo poeta para a revista IstoÉ de 14/11/1984)

Antologia Poética Mário Quintana

Antologia Poética (1983)

Mário Quintana

Do amoroso esquecimento
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Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
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(Espelho Mágico)

domingo, 9 de maio de 2010

Dorival Caymmi

Caymmi e o Mar (1957) Baixe Aqui
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1 - ''História de Pescadores''Canção da Partida (Dorival Caymmi)
Adeus da Esposa (Dorival Caymmi)
Temporal (Dorival Caymmi)
Cantiga de Noiva (Dorival Caymmi)
Velório Val (Dorival Caymmi)
Na Manhã Seguinte (Dorival Caymmi)
Intérprete(s): Dorival Caymmi / Silvia Telles
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2 - Dois de Fevereiro (Dorival Caymmi)
3 - O Vento (Dorival Caymmi)
4 - Saudades de Itapuã (Dorival Caymmi)
5 - Noite de Temporal (Dorival Caymmi)
6 - Festa de Rua (Dorival Caymmi)
7 - O Mar (Dorival Caymmi)

Ary Barroso & Dorival Caymmi

Ary Caymmi Dorival Barroso, Um Interpreta o Outro (1958) Baixe Aqui
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01 - Lá vem a baiana (Dorival Caymmi) interpreta Ary Barroso
02 - Risque (Ary Barroso) interpreta Dorival Caymmi
03 - Maracangalha (Dorival Caymmi) interpreta Ary Barroso
04 - Por causa desta cabocla (Ary Barroso) interpreta Dorival Caymmi
05 - João Valentão (Dorival Caymmi) interpreta Ary Barroso
06 - Inquietação (Ary Barroso) interpreta Dorival Caymmi
07 - Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso) interpreta Dorival Caymmi
08 - Marina (Dorival Caymmi) interpreta Ary Barroso
09 - Maria (Ary Barroso - Luiz Peixoto) interpreta Dorival Caymmi
10 - Dora (Dorival Caymmi) interpreta Ary Barroso
11 - Tu (Ary Barroso) interpreta Dorival Caymmi
12 - Nem eu (Dorival Caymmi) interpreta Ary Barroso

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Capim de Ribanceira

Capim de Ribanceira
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É madrugada e eu na beira da estrada
A lua cheia minguada e de repente apareceu
Um cavaleiro de bota e chapéu de couro
Me lembrando um velho mouro
Lá fiquemo ele mais eu
Cruzou os pés, apiou do seu cavalo
Dexou a rédea no talo de uma roseira sem flor
Diz que seguia pelo mundo solitário
E quebrava todo galho
Apartando toda dor
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Quem não ouviu falar
Quem não quis conhecer
Aquele cavaleiro que vive pela fronteira
Divulgando a reza brava do capim de ribanceira
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Enquanto o bule de café bulia a brasa da fogueira
Refletia o seu olhar, eu pude ver
Que ele sabia coisa até do outro mundo
E essa noite eu fui aluno do seu estranho poder
Com sete ponta duma rama trepadera
E um ramo de avitera
O meu corpo ele tocô
Naquele instante me bateu uma zonzera
E duma tosse cuspidera o velhinho me livrô
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E quem não ouviu falar
Quem não quis conhecer
Aquele cavaleiro que vive pela fronteira
Divulgando a reza brava do capim de ribanceira
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Faixas:
01 – Um violeiro toca
(Almir Sater – Renato Teixeira)
02 – Boieiro do nabileque
(Almir Sater – João Bá)
03 – Missões naturais
(Almir Sater – Renato Teixeira)
04 – Capim de ribanceira
(Almir Sater – Paulo Simões)
05 – Estradeiro
(Almir Sater – Paulo Klein)
06 – Chalana
(Mário Zan – Arlindo Pinto)
07 – Rasta bonito
(Almir Sater – Renato Teixeira)
08 – Semente
(Almir Sater – Paulo Simões)
09 – Boiada
(Almir Sater – Renato Teixeira)
10 – Flor do amor
(Almir Sater)
11 – Capim azul (instrumental)
(Almir Sater)
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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Sítio do Pica-Pau Amarelo

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01. Narizinho (Ivan Lins - Vitor Martins)
canta Lucinha Lins
02. “Ploquet Pluft Nhoque” (Dory Caymmi - Paulo César Pinheiro)
canta Papo de Anjo
03. Peixe (Caetano Veloso) canta Doces Bárbaros
04. Saci (Guto Graça Mello) canta Papo de Anjo
05. Visconde de Sabugosa (João Bosco - Aldir Blanc) canta João Bosco
06. Dona Benta (Ivan Lins - Vitor Martins) canta José Luís
07. Sítio do Pica-pau Amarelo (Gilberto Gil) canta Gilberto Gil
08. Pedrinho (Dory Caymmi - Paulo César Pinheiro) canta Aquarius
09. Arraial dos Tucanos (Geraldo Azevedo - Carlos Fernando) canta Ronaldo Malta
10. Tia Nastácia (Dorival Caymmi) canta Dorival Caymmi
11. Passaredo (Francis Hime - Chico Buarque de Hollanda) canta MPB-4
12. Emília (Sergio Ricardo) canta Sérgio Ricardo
13. Tio Barnabé (Marlui Miranda - Jards Macalé - Xico Chaves)
canta Marlui Miranda e Jards Macalé
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Vol. 2
Baixe Aqui 1
Baixe Aqui 2
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01 - Sítio do Picapau Amarelo (Gilberto Gil)
02 - Tema do Quindim (Dori Caymmi e Grealdo Casé)
03 - Jabuti (Dori Caymmi e Paulo Afonso Grisolli)
04 - Tema do Rabicó (Dori Caymmi e Geraldo Casé)
05 - Os Piratas do Capitão Gancho ( Dori Caymmi e Wilson Rocha)
06 - Sitio do Picapau Amarelo Espacial (Gilberto Gil)
07 - A Cuca Te Pega (Dori Caymmi e Geraldo Casé)
08 - Tema de Iara (Dori Caymmi)
09 - Tá quente, tá frio (Dori Caymmi e Chiaroni)
10 - Tema do Malazarte e Zé Carneiro ( Canarinho e A.Brumatti)
11 - Sítio do Pica-Pau Amarelo (Gilberto Gil)
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A pedido da nossa amiga...
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Heitor Villa Lobos

Villa-Lobos & os brinquedos de roda
Baixe Aqui
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Canções de brincadeiras infantis ambientadas e arranjadas por Villa-Lobos, na década de 1930. Essas canções foram adaptadas para instrumentos de percussão e vozes de crianças e adolescentes
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1. na corda da viola
2. quando eu era pequenino
3. sambalelê
4. a cotia
5. a roseira
6. a maré encheu
7. a mamãe estava doente
8. na bahia tem
9. mando tiro, tiro, lá
10. passa, passa gavião
11. rosa amarela
12. pobre cego
13. mariquita muchacha
14. viva o carnaval
15. você diz que sabe tudo
16. a velha que tinha 9 filhas
17. garibaldi foi à missa
18. o pintor de cannahy
19. constância
20. có, có, có!!!
21. nesta rua
22. nigue ninhas
23. teresinha de jesus
24. candieiro
25. mando tiro, tiro, lá
26. sambalelê
27. garibaldi

terça-feira, 4 de maio de 2010

Missa dos Quilombos


Missa dos Quilombos
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Milton Nascimento - Pedro Casaldáliga - Pedro Tierra
Arranjo e Regência: Milton Nascimento
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O disco contem Cânticos entoados na Missa dos Quilombos que aconteceu no dia 22 de novembro de 1981, na Praça do Carmo em Recife, local exato onde a cabeça do líder Negro Zumbi foi exposta no ano de 1695
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A Missa dos Quilombos foi idealizada por Dom Helder Câmara, na época arcebispo de Recife e Olinda. A idéia encantou o arcebispo Pedro Casaldáliga, (de São Félix do Araguaia, Mato Grosso), e o poeta Pedro Tierra que atuou na guerrilha durante a ditadura militar, ficando preso entre 1972 e 1977.
Em 1980 Milton Nascimento juntou-se a eles e, em 22 de novembro do ano seguinte, lançava para oito mil pessoas em Recife, na praça em frente à Igreja do Carmo – local onde a cabeça de Zumbi dos Palmares foi exibida no alto de uma estaca em 1695
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O espetáculo tem a estrutura de uma missa, o vocabulário católico se alia às expressões africanas. O espírito de comunhão de Missa durante a encenação pede a igualdade entre os povos e a justiça social. A história dos Negros no Brasil, vinculada à história de todos os Negros e oprimidos do mundo, voltaria a acontecer em outros lugares, como a Igreja de Nossa Senhora dos Homens, em Caraça MG,(onde o CD com a trilha foi gravado), e em Santiago de Compostela, na Espanha.
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Vou tentar achar mais alguns registros a respeito desse disco e fazer outros postes, dessa vez nem foi a falta de tempo, é que pouco se tem a respeito na net, pelo menos eu não consegui achar e o pouco que tenho aqui são coisas vagas não valeria de nada, eu não conhecia esse disco do Milton Nascimento, feliz por ter conhecido tudo que o Milton faz é bonito, é bem como a Elis dizia, que se Deus cantasse seria com a voz dele, eu acredito é bonito de mais tudo que ele faz.

Milton Nascimento

Em nome do Deus
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Em nome do Deus de todos os nomes
-Javé, Obatalá, Olorum, 0ió.
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Em nome do Deus, que a todos os
homens nos faz da ternura e do pó.
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Em nome do Pai, que fez toda carne,
a preta e a branca, vermelhas no sangue.
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Em nome do Filho, Jesus nosso irmão,
que nasceu moreno da raça de Abraão.
Em nome do Espírito Santo,
bandeira do canto do negro folião.
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Em nome do Deus verdadeiro que
amou-nos primeiro sem dividição.
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Em nome dos Três que são um Deus só,
aquele que era, que é, que será.
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Em nome do Povo que espera, na graça da Fé,
à voz do Xangô, o Quilombo-Páscoa que o libertará.
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Em nome do Povo sempre deportado pelas brancas velas no exílio dos mares;
marginalizado nos cais, nas favelas e até nos altares.
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Em nome do Povo que fez seu Palmares,
que ainda fará Palmares de novo
-Palmares, Palmares, Palmaresdo Povo!!!
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Milton Nascimento – Missa dos Quilombos (1982)
Baixe Aqui

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Marcha Rancho

Entrudo
Vem ó minha amada
Desce a estrada de rainha
Num passo do rancho, corre o manto
No medo e no espanto, morre minha alegria

Vem ó fantasia
Arrasta a saia, rasga o dia
Meu passo é compasso na avenida
Teu riso que dança, trança, triste e sofrido

Se meu abandono
Em cinzas frias, amanhece
Mas o sangue não se cansa
Não se esquece de chamar

E eu abro alas, jogo lanças
Serpentinas de cores feridas
E rompo estandartes na avenida em dor
Sem céu, sem luz, sem sol, sem cor

Mas vem ó tudo ou nada
Meu entrudo, minha espera
Meus campos de guerra, vem, amada
De tanto que eu chamo, canto, peço e preciso

Composição: Ruy Guerra - Carlos Lyra
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Uma música linda que na voz da Elis Regina se torna um sonho...
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Elis Regina - Elis Especial (1979)
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Entrudo provém da palavra latina "Introitus", que significa entrada, acesso. Refere-se à entrada na Quaresma, que começa no dia a seguir ao do Entrudo, isto é, na Quarta-Feira de Cinzas. Dia de Entrudo equivale a "Dia de Carnaval". (Enciclopédia Católica Popular)
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"Era no tempo em que ao carnaval se chamava entrudo, o tempo em que em vez das máscaras brilhavam os limões de cheiro, as caçarolas d'água, os banhos, e várias graças que foram substituídas por outras, não sei se melhores se piores" (Machado de Assis, Um Dia de entrudo)
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Marcha Rancho
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Um apaixonado por esse gênero de música era nosso poeta Vinícius de Moraes, dizia ele que "Marcha-Rancho é covardia!". Ele próprio compôs em parcerias com
Carlinhos Lyra ("Marcha da Quarta-Feira de Cinzas"),
Ari Barroso ("Rancho das Namoradas")
e até Bach ("Rancho das Flores").
O Poeta referia-se ao fato da Marcha-rancho unir a uma necessária estruturação poética com harmonias belíssimas e ter uma forma altamente contável - servindo assim como um belíssimo contorno também para o Carnaval, ao menos em seus versos mais fáceis.
(fote: Aramis Millarch)

sábado, 1 de maio de 2010

Jacob do Bandolim e Conjunto Época de Ouro

Jacob do Bandolim e Conjunto Época de Ouro
Vibrações (1967)
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1 - Vibrações (Jacob do Bandolim)
2 - Receita de Samba (Jacob do Bandolim)
3 - Ingênuo (Pixinguinha - Benedito Lacerda)
4 - Pérolas (Jacob do Bandolim)
5 - Assim mesmo (Luis Americano)
6 - Fidalga (Ernesto Nazareth)
7 - Lamentos (Pixinguinha)
8 - Murmurando (Fon-Fon - Mário Rossi)
9 - Cadência (Juventino Maciel)
10 - Floraux (Ernesto Nazareth)
11 - Brejeiro (Ernesto Nazareth)
12 - Vésper (Ernesto Nazareth)